PE: O CAOS NA REDE PÚBLICA
SUPERLOTAÇÃO : POVO X POVO
A Governadora do Estado de Pernambuco, Raquel Lyra, garantindo equipamentos na terra rica de Petrolina e, nos territórios praticamente esquecidos? Há superlotação na área hospitalar Metropolitana, fruto do descaso de governos passados. O falecido Governador Eduardo Campos, deu uma desafogada no caos, mas a crise continua. Primeiro que os políticos na maioria, pensam apenas em política, apesar de trazerem o titulo de parlamentar e na verdade são para lamentar. Não há continuidade de ações lógicas na área da saúde. O que faz o contribuinte sair de Araripina para vir buscar ajuda no Recife?
O descaso é miserável, desgastante e digno até de prisão. São vidas em jogo. Mas, o projeto não é coletivo de êxito e sim da ideologia governante, mesmo que a ideia seja boa, não é executada.
As alas hospitalares superlotadas, espaços projetados para, no máximo 40 leitos, tem 120, fora os acompanhantes e equipe. Daí pode gerar conflitos graves, discussões e até agressões físicas. Isso acontece porque o ambiente hospitalar, quando entra em colapso, reúne dor, medo, cansaço, ansiedade, desrespeito, descaso e sensação de abandono tudo no mesmo espaço. Basta um olhar técnico, empático e que falta a prática da execução.
Entre os principais fatores da irresponsabilidade governamental que levam aos conflitos estão:
péssima anamnese; a prática usual versus a individualidade;
demora no atendimento; falta de pessoal e/ou também corpo mole de equipes.
falta de leitos; fruto de desorganização de gestão e da regulação;
calor, barulho e desconforto nas alas: até trabalhadores, contribuem com a falta de respeito local;
estresse das equipes de saúde; problemas vários: comunicação, sobrecarga, falta de recursos e Burnout
pacientes em sofrimento intenso ou sob efeito de medicações; também medicação que falta;
sensação de injustiça entre quem espera;
falta de gestão nos níveis acima...intromissão política...
Enfim, quem enxerga o que acontece no HR, HGV, HMA, HUOC, HOF, HPS, HDH, HBL, HBA, HGM, HAM, HCP, HSE, HT e HGA; vislumbra algumas virtudes pontuais. Onde na imensa maioria, o que observa-se é que o sistema perdeu a capacidade de acolher com dignidade. Daí o hospital deixa de ser apenas um local de cura e passa a se tornar um território de tensão emocional. Uma palavra atravessada, um atraso ou uma negativa podem virar estopim.
A própria Organização Mundial da Saúde reconhece que ambientes hospitalares superlotados aumentam riscos de violência ocupacional, falhas assistenciais e desgaste psicológico de profissionais e pacientes. Já o Ministério da Saúde possui materiais sobre humanização e segurança hospitalar justamente para reduzir esses impactos. Teorização excelente com práticas diferentes.
Como fruto do descaso e superlotação, por faltar planejamento e descentralização: há aumento de erros médicos;
maior mortalidade;
exaustão das equipes;
crescimento da violência verbal e física dentro das unidades.
Isto acontece diariamente. Como sucateiam o SUS por perversidade, ou seja, com conhecimento de causa, nenhum Vereador, Secretário Municipal, Prefeito, Deputado Estadual, Secretário de Estado, Governador, Deputado Federal, Senador, Ministro e Presidente da República, são atendidos na rede que ofertam ao povo a excrescência com raras exceções, só cresce e o mal permanece.
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