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ESTRADA DO FRIO NO PAULISTA

COM A CHUVA, VIROU QUASE QUE UM RIO

ESTRADA DO FRIO NO PAULISTA
ESTRADA DO FRIO NO PAULISTA (Foto: Reprodução)

Eu vou tratar da Estrada do Frio, mas antes deixarei um breve relato. Um dos maiores absurdos contra a natureza, chama-se a Estrada do Frio no Paulista. Até o início dos anos 90, poderia se desfrutar do frio da região. Quem vinha do Recife, ao passar na Cidade Tabajara, após a ponte, já sabia que estava no Paulista por conta da temperatura ficar bastante amena.  Daí veio o progresso desordenado, junto a especulação e  devastação gananciosa, acabando com os eucaliptos e iniciou-se o processo de destruição florestal desde a latitude sul a longitude oeste apesar de plano diretor que é o principal instrumento municipal de planejamento urbano no Brasil, instituído pelo Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) para organizar o crescimento e funcionamento das cidades. Daí entraram  na conta ou punição também os rios, o mar, mangues e o clima do Paulista. Quem passou pela trilha da mata do frio nos anos 80, desfrutou de uma geladeira natural,  com  cantos e encantos diversos da natureza. Hoje, só lembranças.


Mesmo assim, quando já não tinha mais jeito, a mata recebeu Status Ambiental: Unidade de Conservação Municipal (Parque Natural Municipal). Está no papel, cuja celulose pode até ter vindo de lá. Quem sabe? E daí, atualmente  tem-se até chácara na floresta, além de luz de concessionária.  Área alvo de intensas fiscalizações e ações judiciais para impedir invasões e construções ilegais, com planos para a implementação de um Plano de Manejo. O remanescente florestal frequentemente ameaçada por especulação imobiliária, desmatamento e ocupações irregulares.

Os condomínios com a especulação imobiliária, foram para perto da mata . A pista assim recebeu asfalto, encurtou rotas, aumentou a poluição e devastação. Isto sem iluminação, drenagem ou margem de segurança. Daí cresceu o fluxo, com isto observa-se a imprudência, aliada a impunidade, falta de sinalização e de vigilância. Aumentando a indústria das multas, os acidentes, mutilações e mortes.


Enfim, todos sabemos que quem trabalha com drenagem de vias pertence, principalmente, à área da engenharia civil, tem de ter  foco em infraestrutura urbana e saneamento. No frio, esqueceram este detalhe.  Principalmente com a implantação no canteiro central dos postes para iluminação. Os profissionais mais comuns são: Engenheiro civil  projeta sistemas de drenagem (galerias pluviais, canais, bocas de lobo). Engenheiro sanitarista atua diretamente com água, escoamento e saneamento urbano. Técnico em edificações ou saneamento, executa e acompanha obras. Operários especializados (pedreiros, encanadores de rede pluvial) fazem a obra acontecer na prática.

Em termos mais específicos, essa área é chamada de: Drenagem urbana. Dentro da engenharia hidráulica e  ligada ao saneamento básico.


Direto ao ponto:

Quem cuida da drenagem de vias é engenheiro civil (ou sanitarista), com apoio técnico e operacional. Assim, a Estrada da Morte, quer dizer do Frio, com as chuvas e falta de estrutura, virou quase que um rio e deve-se ter muito cuidado, quem passa por lá.

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